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30/03/2017

Varejo farmacêutico traz desafios ao mercado brasileiro

Mercado

Ao se considerar o mercado varejista como um todo, é impossível não notar que o Brasil ainda vive em um período mais cauteloso, especialmente pela redução do poder de compra do consumidor como consequência direta da recessão alimentada pela crise econômica.

 

No entanto, um dos setores em que a realidade de mercado parece caminhar na direção contrária é o farmacêutico.

 

Em 2015, o faturamento total do setor alcançou R$ 66 bilhões e a Taxa Composta de Crescimento Anual (CAGR, sigla em inglês que significa Compound Annual Growth Rate), entre 2010 e 2015, chega a 12,6%, dando motivos de sobra para que se acredite na expansão, a partir do investimento cada vez mais frequente das grandes redes nacionais e de boa parte dos maiores players internacionais.

 

O mercado interno está bastante movimentado e casos de negociações entre grandes companhias do setor no mercado externo trazem ótimas perspectivas de investimentos e novos negócios.

 

Segundo dados da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), as grandes redes de farmácia alcançaram crescimento de 12,6% em vendas só no primeiro semestre deste ano.

 

Os primeiros seis meses registraram faturamento de R$ 19,32 bilhões, mais da metade do que o total movimentado em 2015: R$ 35,94 bilhões. Há mais de dez anos, o setor de varejo farmacêutico brasileiro não sabe o que é recessão, com desempenho positivo sendo alcançado seguidamente desde 2011.

 

Essa evolução se deve em parte ao aumento de vendas, ao processo de profissionalização que está ocorrendo no setor e pela movimentação no mercado de fusões e aquisições.

 

Os investimentos em novas tecnologias e inovações devem continuar a crescer, dando base para que o varejo farmacêutico continue amadurecendo. Por outro lado, o setor sofre pela alta informalidade, ocasionando dificuldades para uma maior presença de players internacionais.

 

O que mais caracteriza o sucesso no desempenho desse mercado é a maior profissionalização da gestão do varejo farmacêutico do País, além da cultura do brasileiro de se automedicar.

 

Medicamentos são primordiais para o consumidor, fato que torna o setor mais resiliente à crise, em que medicamentos são tratados como prioridade em detrimento a outros bens de consumo.

 

Fonte: No Varejo – Por Sérgio Coelho (sócio da Cypress Associates, assessoria financeira especializada em operações estruturadas, Fusões & Aquisições e mercado de capitais)