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30/03/2017

NTC divulga estudo exclusivo sobre transporte de medicamentos

Mercado

Um estudo inédito sobre transporte de medicamentos no Brasil foi encomendado pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) à Fundação Getulio Vargas (FGV). Com a utilização da Matriz Insumo-Produto avaliou-se, com efeitos diretos, uma renda de R$ 765 milhões, em 2015, para esse segmento de transporte, o que representa 0,36% do PIB do mesmo ano para Transporte, Armazenagem e Correio (R$ 213 bilhões). Na soma de efeitos diretos, indiretos e induzidos, o número chega a mais de R$ 2 bilhões. Além disso, o transporte de medicamentos gerou 18.015 empregos diretos e indiretos no ano passado.

O levantamento apresenta uma visão setorial, aspectos de custos e perspectivas de futuro, levando em conta os pontos de vista dos diversos membros da cadeia: laboratórios, transportadoras, distribuidoras de medicamentos, redes de farmácias, corretoras de seguro e associações. Para o presidente da NTC, José Hélio Fernandes, trata-se de uma demanda importante e que deve trazer mais clareza sobre as atividades do TRC. “Precisamos entender melhor o mercado para que, com propriedade, possamos trabalhar nas mazelas desse setor. O TRC está passando por esse processo de regulamentação e autoconhecimento para, então, mostrar o seu valor na movimentação da economia”, afirma.

O coordenador de Projetos da FGV Projetos, Manoel Reis, aponta que o estudo teve suas motivações em diferentes aspectos, desde as novas exigências por parte da legislação e clientes, até a dificuldade das transportadoras em se adaptarem a essa realidade, seja por dificuldades operacionais ou financeiras. “Muitas das empresas desse segmento não conseguiram continuar devido aos custos e exigências ou porque mudaram de especialização. Essa redução do número de transportadoras qualificadas de medicamentos não é boa para o mercado, uma vez que pode, eventualmente, impulsionar o aumento de preços”, explica.

O estudo permite ainda ter um panorama geral dos custos das empresas nesse segmento, mais concentrados em gastos com pessoal (33%) e despesas operacionais (46%), média da frota e comentários sobre legislação específica, como a Lei da Rastreabilidade (Lei nº 11.903/2009), na qual o papel do transportador ainda não está definido.

Fonte: Portal NTC e Logistica - SP