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12/07/2017

Escolha do sortimento deve ser certeira

Institucional

Farmácias pequenas precisam ter cuidado para não poluir a loja, nem deixar faltar nada ao shopper

 

Acompanhar o ritmo de lançamentos da indústria farmacêutica e, principalmente, dos fabricantes, é uma tarefa difícil. Enquanto investem bilhões em inovação para trazer cada vez mais alternativas ao consumidor, o espaço físico das farmácias permanece o mesmo. Como então equilibrar essa equação: não deixar faltar nada ao consumidor, mas não poluir a loja com uma infinidade de itens?

 

“Para determinar quais são os produtos que devem compor o mix, o varejista precisa se basear no giro. Itens com maior giro ficam no mix, os com menor giro saem do mix. Entretanto, o tipo de produto que vende mais varia de loja para loja, isto porque os públicos são diferentes. Assim, para tomar a decisão de quais itens ficam e quais saem, o varejista precisa estudar seus clientes”, aconselha a farmacêutica especializada em marketing de varejo da Ferrara Soluzioni, Tatiana Ferrara Barros.

 

Além de conhecer o seu público, o varejista precisa ter clareza do propósito da loja, do mercado em que atua, saber quem são os concorrentes e conhecer o papel de cada categoria de produto (destino, rotina, sazonal, conveniência).

 

“É o papel da categoria que definirá a estratégia do sortimento a ser oferecido em todos os aspectos: número de itens, variedade, profundidade e amplitude. Além das ações promocionais, ativação, entre outros”, afirma a diretora da Connect Shopper e consultora de varejo e shopper marketing, Fátima Merlin.

 

Para ajudar a encontrar o equilíbrio entre loja agradável e sortimento completo, é possível também lançar mãos de estratégias de exposição, que ajudam a caber mais produtos, sem deixar um aspecto desorganizado. Efetuar uma dupla exposição auxilia a ter mais locais para um item que está com um grande estoque.

 

“Neste caso, o produto será exposto em seu ponto natural, perto de itens correlacionados e também em outra área. Quando se trata de exposição, o excesso pode ser prejudicial, mas a falta de produtos nas prateleiras pode ser pior, pois passa a impressão de loja falida”, orienta Tatiana.

 

Outro truque é trabalhar com encomenda de produtos. Muitas vezes, o cliente aceita vir buscar o que não encontrou na loja em outro momento, deixando tempo para que a farmácia adquira o produto e entregue para o consumidor depois.