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13/07/2017

Saber executar o capital de giro é fundamental

Mercado

Um percentual do total das vendas da farmácia deve ser reservado para reinvestimento na empresa

 

Termos de economia financeira podem soar desconhecidos, mas fazem parte da gestão de toda farmácia. Capital de giro, por exemplo, nada mais é que o dinheiro aplicado pela empresa para reinvestimento no próprio negócio. Essa reserva financeira é imprescindível para a sobrevivência do negócio, pois pode ser usada para compra de matéria-prima, ampliação da loja ou aquisição de bens.

 

Para manter o capital de giro em dia, é necessário que seja reservado um percentual do total das vendas da farmácia para posterior reinvestimento na empresa. O montante a ser guardado varia de acordo com o faturamento e custos de cada loja, mas uma orientação precisa ser levada à risca em qualquer cenário: “Deve-se evitar buscar empréstimos bancários ou linhas de financiamento que podem comprometer a saúde financeira da empresa. A preferência deve ser sempre para os recursos próprios”, alerta o professor de administração da Faculdade Arnaldo, de Belo Horizonte (MG), Alexandre Miserani.

 

Outro erro que pode comprometer o capital de giro é misturar contas particulares com os gastos da empresa. O proprietário deve retirar do caixa da farmácia somente o pró-labore, sempre deixando recursos para aplicação no capital de giro.

 

Também não é aconselhável colocar dinheiro da conta particular para investir na loja. “Cria-se a falsa ideia de que a empresa está se sustentando. O correto é sempre evitar essa mistura e fomentar vendas para que a própria empresa consiga gerar recursos para ela mesma, sem comprometer o capital dos sócios”, orienta o especialista.

 

Uma boa fonte de recurso para reinvestimento são as vendas feitas com o cartão de crédito. “Quando bem administrado, incrementa as vendas em momentos de diminuição de circulação financeira no país e dá acesso a uma parcela da população que não possui recursos disponíveis de forma imediata”, explica Miserani.

 

Já a venda fiada deve ser banida imediatamente. “Essa prática é insana, principalmente em momentos de crise como o que vivemos hoje”, alerta.